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Alugueis Comerciais: Mercado é atrativo para investidores

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Com a queda da taxa básica de juros, rentabilidade do aluguel compete com aplicações financeiras

Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes

Ariano Cavalcanti diz que rentabilidade no setor do aluguel chega a 1% ao mês

O mercado de locação de imóveis em Belo Horizonte está atrativo para investidores, especialmente no aluguel de imóveis residenciais voltados para famílias de média e baixa renda, que já alcança rentabilidade mensal compatível ou superior à das aplicações financeiras. De acordo com o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti, dois fatores contribuíram para a retomada do interesse do investidor no mercado de locação: a trajetória de queda da taxa básica de juros, que diminui a rentabilidade das aplicações financeiras, e a valorização crescente, desde 2006, dos aluguéis. "Antes, a rentabilidade média do aluguel de um imóvel não ultrapassava 0,5% ao mês, e qualquer aplicação financeira, por mais trivial que fosse, era mais rentável. Hoje, imóveis residenciais direcionados para a média e baixa renda, com um aluguel entre R$ 600 e R$ 700, chegam a oferecer uma rentabilidade de até 1% ao mês", afirma Cavalcanti.

Com rentabilidade atrativa, o consequente retorno gradual do investidor ao mercado e o incremento na produção de novas unidades, destaca o presidente da CMI/Secovi-MG, a oferta de imóveis disponíveis para locação começa a se recuperar, o que pode provocar uma oscilação menor no preço dos aluguéis. Os números mais recentes sobre a performance do mercado de locação de imóveis na capital, apurados por pesquisa realizada pela Fundação Ipead em parceria com a CMI/Secovi-MG, lembra Cavalcanti, mostram que a oferta de imóveis residenciais acumula alta de 18,08% no semestre, e de 47,74% nos 12 meses encerrados em junho. Já a oferta de imóveis comerciais atingiu, nos seis primeiros meses do ano, um aumento de 11,03% e de 26,70% em 12 meses, completados em junho. "O segmento comercial reage mais lentamente, mas há uma recuperação também da produção de imóveis comerciais, com lançamentos, nos últimos dois anos, de empreendimentos que vão disponibilizar unidades que podem suprir a carência do mercado de andares corridos e lojas", argumenta Cavalcanti.

Ele admite, no entanto, que no momento a situação continua complicada para quem precisa alugar um bom ponto comercial. "Somos um exemplo. Estamos procurando, há mais de um ano, um imóvel para a transferência da sede da entidade, sem sucesso. Como precisamos de uma área grande, que possa abrigar todas as nossas atividades, e com uma boa localização, estamos tendo dificuldades. Não encontramos andares corridos ou casas que sejam adequados", diz.

Mesmo no segmento residencial, cujo crescimento da oferta é significativa, encontrar um imóvel de padrão médio, com dois ou três quartos, situado nas regiões mais centrais da cidade, não é tarefa fácil. Algumas empresas registram mais de um candidato a inquilino por imóvel disponível para locação, o que aumenta o tempo de procura, que pode ultrapassar 90 dias, e pior, o valor do aluguel pedido pelo proprietário. De janeiro a junho, atesta a pesquisa da Fundação Ipead, o valor do aluguel residencial cresceu em média 7,76%, contra uma inflação apurada em Belo Horizonte, no período, de 2,75%. Nos 12 meses encerrados em junho, a alta acumulada é de 16,15%, frente a uma inflação medida na capital pelo IPCA-Ipead de 4,85%. Com isso, inquilinos com contratos antigos, que precisam renová-los agora, podem se surpreender com reajustes que chegam a 40% sobre o valor cobrado há três anos.

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