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Aluguel: Fila de espera nas imobiliárias

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mesmo com crescimento, oferta de residenciais permanece muito aquém da demanda

Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes

Haldane Teixeira, da Rede Morar, afirma que imóveis de dois e três quartos da Região Centro-Sul de BH são os mais disputados


Embora admitam que a oferta de imóveis residenciais venha crescendo gradualmente em Belo Horizonte, empresários do mercado imobiliário afirmam que o estoque de imóveis disponíveis para locação ainda é muito pequeno diante da demanda. "A oferta ainda é baixíssima e em algumas regiões da cidade estamos vivendo situação semelhante à que ocorreu entre os anos de 1993 e 1994, com mais de um candidato a inquilino por imóvel disponível, havendo casos também de fila de espera. Os interessados preenchem ficha cadastral na empresa e quando o imóvel é disponibilizado, a imobiliária entra em contato com eles. Obviamente, esse cenário leva a uma análise ainda mais criteriosa do candidato, da sua qualificação financeira, e é dada prioridade ao perfil que mais vantagens oferecer ao proprietário do imóvel", diz Haldane Teixeira, presidente da Rede Morar, empresa do grupo Brasil Brokers, que integra 74 imobiliárias no país, 43 delas em Minas Gerais.

Haldane Teixeira informa que são mais disputados os imóveis de padrão médio, de dois e três quartos, situados na Região Centro-Sul ou em bairros periféricos a ela, e em áreas próximas às universidades. "Antes, a pressão de demanda sobre os imóveis próximos às universidades era sazonal, em períodos que antecediam o começo das aulas. Agora, a demanda é grande o ano todo e a oferta não atende, o que gera essa situação de espera", afirma.

Vinícius Araújo, diretor da Prolar, empresa que administra cerca de 600 contratos de locação residencial e comercial, confirma as dificuldades de estoque para atender a demanda por imóveis residenciais. "A oferta vem crescendo com o retorno do investidor, e muitas pessoas que compraram apartamentos novos para a família estão preferindo alugar o imóvel antigo a vendê-lo. Mas, mesmo com essa melhora, o estoque está muito aquém da procura e o candidato a inquilino tem de ter sorte para conseguir alugar um imóvel rapidamente. Se não tiver vai ter de aguardar cerca de 60 dias e, em alguns casos, a espera pode chegar a 90 dias", assinala.

Na Prolar, destaca Araújo, não são raros os casos em que um único imóvel tem mais de um candidato a inquilino. "A velocidade de locação está muito rápida. Tudo que entra é alugado imediatamente, muitas vezes antes que o imóvel seja anunciado, porque já temos três ou quatro interessados naquele perfil, o que cria uma situação chata para a imobiliária, que tem de administrar essa disputa sem criar desgastes com os candidatos", diz.

RENEGOCIAÇÃO

Diante da pressão da demanda, conta o presidente da Rede Morar, algumas imobiliárias estão se antecipando na renegociação de contratos com inquilinos antigos. "Essa é inclusive uma orientação da Rede Morar a suas imobiliárias. Buscar estabelecer uma renegociação com o inquilino antes do fim do contrato, para a adequação dos valores à realidade do mercado, para evitar desgastes que inviabilizem a renovação. Já que manter o inquilino com bom histórico de pontualidade de pagamento é sempre a melhor opção para o locador", observa.

Os reajustes de preço para a renovação de contratos antigos, diz a diretora administrativa da Lar Imóveis, Nilvania Azevedo, inicialmente assustam os inquilinos. "Mas, quando eles fazem uma pesquisa, descobrem que o valor pedido é compatível com a realidade de mercado, e acabam optando pela renovação”, garante. Na empresa, que administra em torno de 400 contratos de locação, o reajuste médio do aluguel residencial, de contratos fechados há cerca de três anos, é de 40%.(PortalUai)

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