Pesquize em toda a Web

Mercado reaquece e companhias batem recorde de vendas

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Desempenho é puxado por habitação popular e sustentado por crédito e juro baixo As prévias das vendas e lançamentos das empresas de capital aberto e a velocidade de vendas das companhias fechadas aponta um novo fôlego para o setor entre abril e junho.
A mineira MRV, que atua no segmento de baixa renda há 30 anos, conseguiu o melhor desempenho de sua história, o que a coloca em um novo patamar de vendas. Sai de R$ 208 milhões de vendas em 2006 e as projeções é de que feche este ano entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,9 bilhões. No segundo trimestre, a empresa vendeu R$ 850 milhões, com crescimento de 77% sobre igual trimestre de 2008, que já havia sido recorde. Sobre o primeiro trimestre deste ano, quando negociou R$ 430 milhões, a alta atinge 97,6%. Ela não está só. Empresas fechadas com experiência na baixa renda também alcançam bons resultados.
A Cury, joint venture com a Cyrela, havia feito um lançamento em São Miguel Paulista de preço médio de R$ 120 mil em fevereiro, que levou 45 dias para ser vendido. Há cerca de duas semanas, lançou a segunda fase, com imóveis na faixa de R$ 90 mil, e vendeu as 252 unidades em apenas dez dias. "Esse é o novo ritmo do mercado, por conta dos subsídios do governo", afirma Fábio Cury. "Não vendemos mais, porque não tínhamos produtos aprovados", afirma, acrescentando que o crescimento expressivo da companhia deve acontecer no segundo semestre, quando haverá cinco lançamentos.
De acordo com o presidente do Secovi, João Crestana, a Caixa Econômica Federal está com 600 empreendimentos em análise - que representam cerca de 100 mil unidades - e 100 aprovados dentro do pacote, o equivalente a 10 mil unidades. "Os cem primeiros dias do pacote mostram uma mudança importante no setor", comenta Crestana. Na Even, por exemplo, as vendas de estoque evoluíram de forma significativa no segundo trimestre, passando de R$ 29 milhões em abril para R$ 83,4 milhões em junho. No final do ano passado, a Cury tinha R$ 37 milhões em estoques e agora tem pouco menos de R$ 10 milhões. Mas a recuperação não se limita aos imóveis para a baixa renda.
O aumento do limite do SFH de R$ 350 mil para R$ 500 mil, medida inclusa no pacote, repercutiu nas vendas para a classe média. Do total dos estoques vendidos pela Even, 82% estão em imóveis no médio, médio alto e alto padrão. A Eztec, que também atua nesse mercado e no de imóveis comerciais de pequeno porte, apresentou aumento expressivo de 70,6% sobre o desempenho do segundo trimestre de 2008. As vendas contratadas no trimestre encerrado em junho atingiram R$ 243,5 milhões. O montante comercializado até junho já representa 87,5% do total que foi vendido em todo o ano de 2008. Dos R$ 243 milhões vendidos pela empresa, cerca de R$ 200 milhões foram de um empreendimento de salas comerciais.
A Brookfield, antiga Brascan, que atua nos segmentos comercial e residencial e que foi a primeira a revelar os números preliminares, vendeu R$ 568,5 milhões de abril a junho, alta de 77% comparado há um ano atrás. Outras empresas divulgarão prévia de resultado nos próximos dias e os números deverão vir na mesma direção. (Valor Econômico)

0 comentários:

Postar um comentário

  © Blogger template On The Road by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP